terça-feira, 24 de maio de 2011

S.O.S EDUCAÇÃO! S.O.S ESCOLA PÚBLICA!

Estou agora na Escola Municipal Profa. Áurea Melo Zamor, na capital de Sergipe, ARACAJU. Chove muito, desde ontem a noite. As salas de aulas estão cheias de goteiras, tudo molhado, carteiras das crianças, mesas das professoras...tem goteiras em todas as salas. O Pátio, local das criançcas brincarem à hora do recreio, está completamente alagado. Um horror! É assim que se faz educação para o povo, prefeito Edvaldo Nogueira? É assim que se tem QUALIDADE DE VIDA? Enquanto...isso, no gabinete do prefeito!!! a preocupação primeira é a programação do FORRÓ CAJU ... 130 atrações!! Até quando será assim? 2012 vem aí, gente!!! O que será de nós, o povo?

sexta-feira, 20 de maio de 2011

EXTRA!!! EXTRA...!!! Essa precisa ser divulgada rapidamente,

Ao chegar hoje a tarde (20/05/2011) na escola fiquei sabendo por uma colega e depois tive a confirmação por fala da diretora, indicada e por "quase 30 anos no cargo e na mesma escola" pasmem! que a Secretaria de Educação, por ordem do secretário, orientou a Diretoria de Educação de Aracaju - DEA - a telefonar às escolas e determinar que todos os professores "devem aderir" à greve que terá inicio no dia 23 próximo. A própria diretora levou um "susto" pois por tantos anos mandando e desmandnado na escola jamais viveu tal experiência, pelo contrário, em tempos outros, a telefonavam para orientar como fazer intimidações e ameaças aos professores grevistas: corte de ponto, remoção e etc... Parece estranho esse apoio do Secretário à nossa greve. O que terá por escondido nessa posição? Disputa elitoral de 2012? Prefeitura de Aracaju em jogo? Todos sabem que o senhor secretário é do clã político do Senador ACM!!!, ou, perdão!!! este já se foi e era da Bahia...do senador Valadares!!! Cuidado, Marcelo Déda. As aves de rapina começam a por as garras de fora e estão plainando sobre o seu telhado. O pior é que ele está repleto de telhas de vidro!!! Avisei, companheira partidária e eleitora...(quase ex, nas duas situações) é para essas coisas, também, viu!!

quarta-feira, 18 de maio de 2011

23 DE MAIO DE 2011 - GREVE DE PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE SERGIPE.

O GOVERNADOR MARCELO DÉDA - No passado quando parlamentar estadual defendeu o direito do Magistério Público ter um Piso Salarial definido na carreira, hoje enquanto Chefe do Executivo no Estado de Sergipe, diz que não há dinheiro para pagar o nosso Piso, que é Lei Federal sansionada pelo então presidente Lula, amigo pessoal, compadre e do mesmo partido político do governador - PT. O Piso Salarial Nacional é uma consquista histórica do Magistério Público do Brasil, muitos profissionais que lutaram por ele, não o viram chegar concretamente, e, agora que o conquistamos não o querem respeitar. Com o que devo sonhar?
Cadê a valorização do Magistério, Governador? Cadê a sua política de Educação? As escolas estão abandonadas, feias, sujas, deterioradas...As famílias estão sacrificando várias necessidades domésticas para pagarem mensalidades de escola privada, diante da situação caótica em que está a pública: banheiros imundos, falta de equipamentos didáticos e tecnológicos... Como explicar a queda vertiginosa na matrícula na Rede Estadual? O que o seu Secretário de Educação tem a dizer sobre isso? O seu governo está destruindo o que resta da educação pública e está contribuindo determinantemente para que vários profissionais sérios e comprometidos com o seu fazer, adoeçam. Esse é um tempo de danação. A história, senhora absoluta do tempo, registrará a sua desastrosa passagem na educação de Sergipe. As gerações que virão hão de enxergar o que poderia ter sido feito agora, hoje, para elevar a educação do povo sergipano, e por sua omissão e desprezo, não o fez.

domingo, 10 de abril de 2011

"O sofrimento emocional execessivo na tenra infância obriga o sujeito a lançar mão de mecanismos, que podem torná-lo definitivamente incapaz de submeter-se à lei simbólica (e, portanto, ao código penal), seja na linha da psicose e/ou da perversão.
Em tais casos é pouco provável que medidas educativas alcancem modificar uam estrutura psíquica já cristalizada. A única saída é a prevenção. A sociedade deveria oferecer condições para que o sujeito psíquico em formação se estruture de maneira a conseguir submeter-se a essa Lei...bem como para que encontre no laço social espaço e condições de desenvolver suas potencialidades"

Fonte: Conhecimento Prático - Filosofia (REVISTA) - Número 28. Páginas 53-54
Internet - www.conhecimentopratico.com.br/filosofia

sexta-feira, 25 de março de 2011

Escola Municipal Professora Áurea Melo Zamor

Aracaju – SE, 18 de fevereiro de 2011.


Hoje, sexta-feira manhã de chuva, encontramos uma situação na escola que nos deixou muito tristes. Alguém destruiu os nossos dois pés de batatas doce. Eles foram plantados no ano passado (2010) pela turma F. Sara, aluna da turma trouxe duas batatas doces brotando folhinhas, ou seja, querendo virar pés de batatas. Nós escolhemos um lugar ao pé do muro, próximo ao pátio da escola e plantamos as duas batatas. Dias depois nasceram dois pés de batatas, se encheram de folhas verdes e ficaram esparramadas pela terra. Todos as manhãs fazíamos a rega e conversávamos com os pés de batatas.
Ao retornar as aulas esse ano (2011) vimos que ao fazerem a capinagem na escola, cortaram os pés de batatas. Todavia, foi observado que as raízes estavam presas a terra por um pedacinho de caule que restou. E, aí, para nossa surpresa e grande alegria, dois após, folhas verdinhas brotaram naquele pedacinho de caule. Os pés de batatas renasciam. Nossa tristeza aconteceu quando um homem veio plantar macaxeira na escola, sem a nossa presença e participação e destruiu os pés de batatas, cobrindo-os com muita terra e plantando sobre eles, pés de macaxeira.
Essa carta é o nosso PROTESTO e será entregue a Coordenação da Escola. Todos devem cuidar das experiências que fazemos na escola. Isso não deverá acontecer de novo. A escola é de todos nós!

Esse texto foi construído coletivamente pela professora e todas as crianças que formam a turma F e por suas autoras e autores seguirá assinado.

Assinaturas:

Todas as crianças assinaram o documento impresso e cada uma levou uma cópia para ser lida em casa pelos familiares.
Uma pá de cal nas histórias
* Rosiane Chagas


Pertencessem ainda ao mundo dos vivos, Monteiro Lobato, Sylvia Orthof, José Paulo Paes, Cecília Meireles, dentre outros escritores, ficariam estarrecidos com a atitude tomada pela Secretaria de Educação de Aracaju, que passo a relatar.
Como idealizador da Sala de Leitura da E.M.E. I Profa. Áurea Melo Zamor, situada no Conjunto Orlando Dantas, o saudoso professor Enaldo Santos Silva, profissional extremamente comprometido com a causa da educação pública, e com marcas positivas na passagem pelo Sistema Municipal de Educação de Aracaju, criou e me motivou a enveredar pelos caminhos da leitura com crianças na educação infantil, nos anos de 1995-1996. Criamos projetos que foram acontecendo no decorrer dos anos e com todas as dificuldades impostas pelas precárias condições de trabalho sobreviveram na sua concepção e resistem a atual conjuntura de abandono na qual está mergulhada a educação pública de Aracaju, em especial a educação infantil. A essência pedagógica se traduz na prática sistemática da leitura que garante o acesso de todas as crianças aos clássicos da literatura infantil e a toda literatura de boa qualidade, um caminho para a instituição escolar contribuir decisivamente na formação de uma geração de leitores, de seres humanos críticos, participativos, responsáveis e cada vez mais humanizados. Ressalta-se que as crianças são todas oriundas de famílias de baixa renda e conseqüentemente baixo índice de escolaridade. Isto significa que é na escola que elas têm acesso a livros e a literatura. Muitas vezes é somente na escola que cada uma vive essa experiência de formação. A sustentação teórica do trabalho vem de atividades referentes à temática: Congresso de Leitura do Brasil – COLE; LEIA Brasil – programa de leitura subsidiado pela PETROBRAS – integrando os encontros desde do ano 1997, além de ser ex-integrante o PROLER-SE, programa de leitura do Ministério da Cultura.
Após anos de realização dessa atividade, cujo resultado se observa no comportamento das crianças, que passam a expressar interesse real por livros e leitura, e mudança de postura de mães que buscam na escola o empréstimo de livros para ler em casa para os filhos, recebe-se hoje, por parte da SEMED, não apoio ao trabalho que vem sendo feito, mas uma pá de cal nas histórias. O acanhado espaço físico, que foi se construindo na concepção e na prática, se arrumando para ficar lúdico para as crianças e se constituindo, dentro da escola, como Sala de Leitura, será extinto, segundo falas de “burocratas” da Secretaria. Chegaram à escola, olharam e falaram: “derrubamos essa parede, e aí teremos outra sala”. Ao se perguntar sobre o trabalho que acontece naquele espaço, teve-se como resposta: “passa a ser itinerante”. Não se quis saber da especificidade metodológica, o que pensam as crianças - público mais interessado na Sala de Leitura - nem o que pensam docentes que trabalham na escola sobre o assunto em questão. Decidi a forma de uma atividade acontecer não cabe a técnicas da Secretaria, mas de quem faz o trabalho na escola. De onde vem tanto autoritarismo? De onde vem tanto desrespeito ao trabalho de quem está na escola? Cadê a gestão democrática? Há um Conselho Deliberativo eleito e legalmente instituído, cujo papel é discutir, deliberar e encaminhar decisões de interesse da escola, observando a legislação vigente. A gestão democrática não se faz no texto frio da lei, mas nas ações cotidianas, deve ser construída e reconstruída no chão da escola, no enfrentamento dos conflitos, das divergências, mas também no prazer das conquistas no processo ensino-aprendizagem, nas alegrias de atividades culturais ricas e participativas, como aconteceu no último dia 29/10 - Festa em homenagem ao dia nacional do Saci Pererê.
Há espaço físico na escola para a construção. Extinguir o espaço da Sala de Leitura é inaceitável. A escola e as crianças não podem prescindir desse espaço educativo. Espera-se que a SEMED faça o exercício do diálogo com a comunidade escolar na busca de outra solução para instalação de novas salas.

* É pedagoga e responsável pelo trabalho realizado na Sala de Leitura, na Escola Municipal de Educação Infantil Profa. Áurea Melo Zamor.

Aracaju-SE, primavera do ano 2010.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

E agora?
* Sandra Beiju

“A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu (...) E agora?” Senhor Prefeito de Aracaju, por favor, responda-me: qual é a vossa Política de Educação? Ou melhor, Vossa Excelência conhece a Política de Educação vigente no município que administra? O que há referente à formação continuada de professores? Esse item está “prescrito” em todo texto legal no campo da educação, e nos discursos de gestores públicos em período eleitoral. Vossa Excelência poderia apontar a política concreta nessa área, durante o tempo que ocupa a cadeira de prefeito? Quanto a prefeitura de Aracaju tem investido em educação? E na educação infantil, qual o investimento nos últimos 05 anos? Por que a capital, com Sistema de Ensino formado por profissionais titulados e comprometidos, não consegue ser uma referência para Sergipe? Por que possui um Índice de desenvolvimento da Educação – IDEB, tão baixo? Antes de Vossa excelência emitir publicamente opinião sobre essa questão, pare e veja o que vem acontecendo na educação pública de Aracaju. Não insista no “velho discurso” de atribuir a responsabilidade pelo fracasso, unicamente a escola e aos seus profissionais. A vossa secretária de educação anunciou logo que tomou assento na cadeira, a implantação do Ensino Integral. Cadê esse projeto? Até hoje nem um tímido ensaio foi posto em prática. E essa é uma política urgente e necessária, devendo ser iniciada na educação infantil. Não há como se melhorar IDEB em qualquer sistema de ensino, sem elevar a educação das crianças ao patamar de respeito, atenção e qualidade pedagógica que ela requer. As pesquisas mais avançadas dão conta do quanto é importante o processo de desenvolvimento emocional e intelectual infância. Há uma dívida histórica do poder público para com a educação de crianças pequenas. Ela sempre foi relegada a último plano, “não há dinheiro” para investir em material didático, em formação continuada de profissionais, em construção de prédios escolares bonitos, lúdicos, confortáveis, funcionais e atrativos. A prefeitura de Aracaju “inovou” no ano 2008, efetuou a compra, sem qualquer “cerimônia” de um pacote didático a Editora Positivo, ou seja, terceirizou o pedagógico, ao invés de reconhecer, potencializar e valorizar o que vem sendo produzido nas escolas, preferiu comprar “pronto” algumas apostilas impressas e encadernadas em espiral, com a capa e contracapa ilustrada com belas fotografias da nossa cidade, é só o que tem da nossa terra. Vossa Excelência poderia informar o valor pago por esse pacote? Qual o impacto na aprendizagem das nossas crianças? Parece que o único mérito é ser material impresso para manuseio das crianças. Esse contato e experiência contribuem para que se apropriem da compreensão do que seja a escrita e aprendam a diferenciar escrita e oralidade, sobretudo crianças pobres, que vivem infâncias difíceis, sacrificadas e sem acessarem livros no seu grupo familiar.
A educação está abandonada, especialmente a destinada à infância. É um paradoxo falar “capital da qualidade de vida”. “Qualidade de vida” para quem? Que sociedade pode ter “qualidade de vida” se não garante cuidados, atenção e educação de qualidade as suas crianças? Prefeito, ouse! institua a escola integral, a infância de Aracaju precisa dela. Busque recursos junto aos “primos ricos”. Ao invés de escola infantil e escola fundamental “apartadas”, criem-se Centros de Educação para a Infância, nos quais as crianças ingressarão na educação infantil e permanecerão até fechar o ciclo inicial do fundamental. Invista na formação continuada de professor, em especialidades essenciais para ensino/educação de crianças. Isso poderá melhorar o nosso IDEB. Comprar pacotes didáticos é “jogar” o dinheiro do povo nos bolsos de comerciantes de educação. Educação não é mercadoria, é um bem cultural e social.

* Professora do Sistema de Ensino de Aracaju, e da Rede Estadual.