sábado, 1 de setembro de 2018


PROJETO - CAÇANDO PALAVRAS

ESCOLA MUNICIPAL PROFESSORA ÁUREA MELO ZAMOR

TURMA: F (06 anos – 1º. ano)    

ELABORAÇÃO - PROFESSORA SANDRA BEIJU -

SUPORTE PEDAGÓGICO:  ROSIANE CHAGAS

COORDENAÇÃO: SANDRA SANTANA – GERAL
                               TÂNIA ALMEIDA – PEDAGÓGICA




Caixa de texto: PROJETO “CAÇANDO PALAVRAS”

Para Ler, Escrever e Pensar!







“Aprender a ler como se a leitura fosse um ato mecânico, separado da compreensão, é um desastre que acontece todos os dias. Estudar palavras soltas, sílabas isoladas, ler textos idiotas e repetir sem fim exercícios de cópia, resulta em desinteresse e rejeição em relação à escrita””
 (Marlene Carvalho: in Guia Prático do Alfabetizador)







Aracaju – SE, março de 2011.

PROJETO “CAÇANDO PALAVRAS”
Para Ler, Escrever e Pensar!

“O bom leitor não se faz por acaso. Quase sempre é formado na infância, antes mesmo de saber ler, através do contato com a literatura infantil e de experiências positivas no início da alfabetização”
Marlene Carvalho
1. A ORIGEM DA IDEIA

Temos o privilégio de ter na Escola Municipal Profa. Áurea Melo Zamor, no turno matutino, uma profissional da pedagogia que além de promover sistematicamente uma atividade musical no acolhimento de todas as crianças a partir das 07 horas da manhã, até às 07:30h, pode ser denominada de “caçadora de livros”, posto que vários dias da semana ela nos oferece livros novos, com novas histórias, novas ilustrações e novas fantasias a serem saboreadas por todas as crianças da escola  que freqüentam a Sala de Leitura, pelo menos um dia na semana. Dessa vez o livro veio acompanhado da idéia para realização de um projeto focando a leitura e a escrita. Foi por esse caminho que teve origem o Projeto “Caçando Palavras”. A “caçadora de livros” nos apresentou o belo livro de literatura PIRATA DE PALAVRAS, cuja autora é Jussara Braga, com ilustrações de Ellen Pestili. Vale ressaltar um detalhe: essa obra compõe o acervo literário encaminhado pelo Ministério da Educação a todas as escolas públicas de ensino fundamental através do Programa Nacional do Livro Didático 2010;2011;2012, com a seguinte recomendação “para uso nas salas de aulas de 1º. E 2º. Anos” Pois bem, Pirata de Palavras foi lido e relido várias vezes na turma “F”, 1º ano. O livro circulou de mão em mão, todas as crianças quiseram olhar e olhar “os desenhos” e ler a história que está escrita nele. Passada essa etapa, veio a conversa pedagógica sobre o desejo do “Pirata de Palavras” o menino Heitor, protagonista da história. Ele se dizia pirata de palavras e imaginava com elas criar uma grande história, daí Heitor sempre carregava consigo lápis e papel, e por onde passava ia anotando palavras: de placas, luminosos, nomes de ruas, de objetos e etc. Cada dia ele juntava palavras e assim, ia fazendo uma coleção delas. Nesse sentido e com a turma motivada, foi lançada a proposta: vamos fazer um projeto de caçar palavras? A aceitação foi imediata.
A atividade principal do Projeto Caçando Palavras consiste em mobilizar e orientar as crianças a serem “caçadoras de palavras”, na rua, no trajeto que fazem de casa à escola e em situações outras vividas com os seus familiares. Essa ação é inspirada no personagem Heitor, já mencionado nesse texto.

PROJETO “CAÇANDO PALAVRAS”
Para Ler, Escrever e Pensar!

2. JUSTIFICATIVA

Cada vez mais pesquisas acadêmicas dão conta de que crianças pequenas e em idade escolar possuem grande potencial intelectual para novas aprendizagens, criação e adoção de bons hábitos e formação de valores como: respeito, amizade, solidariedade. Não há período da vida humana mais apropriado à introdução do hábito de leitura e interesse por livros que não seja a infância, fase de muitas descobertas e aprendizagens, fase da rica imaginação, da fantasia, da criação e do desenvolvimento das sensibilidades. É gratificante testemunhar a manifestação do desejo e interesse de crianças que estão na educação infantil, por livros e leitura. É nessa perspectiva que o Projeto Caçando Palavras está sendo proposto, mobilizando as crianças a partir de estratégias de leitura e de escrita sustentadas no lúdico, no prazer e na alegria das descobertas de aprendizagens de novas palavras a cada dia, a cada ida e volta da escola para casa.

A intenção primeira do Projeto “Caçando Palavras” é contribuir diretamente na formação da compreensão por parte das crianças de que a escrita é uma criação humana que está na nossa vida mesmo antes de entrarmos na escola, e que por tudo isso, ela cumpre funções imprescindíveis para a sociedade: registrar nomes, comunicar notícias, registrar conhecimentos e informações, identificar objetos, lugares, coisas e etc. Para além desse objetivo – ajudar cada criança a compreender a função social da escrita – almeja-se potencializar a aprendizagem da leitura e da escrita, por meio da interação direta das crianças com as palavras “caçadas” na rua.



PROJETO “CAÇANDO PALAVRAS”
Para Ler, Escrever e Pensar!



3. OBJETIVO GERAL

Mobilizar as crianças a partir de estratégias desafiadoras – caçar palavras na rua – com vista a levá-las a compreenderem a função social da escrita, e por consequência a aprendizagem da leitura e da escrita.



4. OBJETIVOS ESPECÍFICOS

I – Criar motivação lúdica no processo de aprendizagem da leitura e da escrita;

II – Estimular as crianças a “caçarem palavras” todos os dias da semana;

III – Promover a divulgação de todas as palavras caçadas pelas crianças;

IV – Promover a leitura coletiva das palavras caçadas;

V – Introduzir o uso do dicionário na pesquisa sobre significado de palavras;

VI – Proporcionar situações interativas de uso da escrita fora da escola, visando à compreensão da função social da escrita;

VII – Potencializar o protagonismo infantil no exercício do uso social da escrita, visando a construção da autonomia intelectual da criança.







PROJETO “CAÇANDO PALAVRAS”
Para Ler, Escrever e Pensar!

5. METODOLOGIA

A atividade principal do Projeto Caçando Palavras terá o protagonismo das crianças. Cada uma receberá uma caderneta pequena com 96 folhas pautadas na qual deverá fazer o registro diário de palavras que encontram na rua, aproveitando o tempo e o trajeto que fazem de casa para a escola, ida e volta. Todas as cadernetas foram identificadas nominalmente e ilustradas pelas crianças.
Todo dia as palavras caçadas devem ser apresentadas por cada criança em sala de aula, aí, serão lidas e transcritas para uma lista identificada como “Lista das Palavras Caçadas”, datada e assinada por toda turma. Na seqüência, a lista será arquivada em uma caixa previamente preparada para essa finalidade pedagógica. Esse acervo de novas palavras será organizado em ordem alfabética e utilizado em diversas atividades de leitura e escrita realizadas em sala de aula.

O projeto também prevê o envolvimento das mães ou da pessoa adulta responsável por cada criança. Todas serão convidadas a conhecerem o projeto e chamadas a ajudarem a sua criança na realização da atividade principal: caçar palavras na rua e efetivar o registro na caderneta destinada a esse fim. Para isso, receberão orientações pessoalmente de forma oral (por parte da professora), e também por escrito.
A temporalidade do presente projeto estender-se-á por todo ano letivo do ano 2011.


6. RECURSOS NECESSÁRIOS.

·        25 cadernetas pequenas destinadas ao registro das palavras;
·        3 metros de plástico adesivo para forrar cadernetas;
·        25 etiquetas digitadas com identificação do Projeto;
·        Computador com impressora;
·        Papel A4, lápis de cores, cola, tesoura;
·        Recursos humanos – professora, crianças, Suporte Pedagógico  Coordenação da Escola e familiares dos alunos envolvidos.


PROJETO “CAÇANDO PALAVRAS”
Para Ler, Escrever e Pensar!

RESULTADOS ESPERADOS

·        Crianças compreendendo a função social da escrita;
·        Crianças do 1º. ano motivadas e interessadas em atividades de leitura  e escrita;
·        Familiares das crianças envolvidos e comprometidos com a suas aprendizagem das mesmas na escola;
·        Ampliação e melhoria do vocabulário das crianças;
·        Ampliação e melhoria da expressão oral das crianças;
·        Crianças apresentando mudanças no comportamento, manifestando novos e positivos valores na convivência social.



AVALIAÇÃO

As atividades do Projeto Caçando Palavras serão avaliadas nas reuniões pedagógicas previstas no calendário escolar, fazendo uso dos registros e observações sistematizadas pela professora da turma em relação aos seus alunos e pela suporte pedagógico;

Será criado um instrumental “aberto” – entrevista; questionário, para que se possam avaliar as atividades junto às famílias e aos demais segmentos da comunidade escolar.





REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Referencial curricular nacional para a educação infantil / Ministério da Educação. Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 2002 – 3v.: il. - Volume 1: Introdução; Volume 2: Formação pessoal e social; Volume 3: Conhecimento de mundo.

LEMLE, Mirian. Guia teórico do alfabetizador. 3 ed.,  Ática, São Paulo:1995
KRAEMER, S. Com a pré-escola nas mãos: uma alternativa curricular. São Paulo: Ática, 1999.

FERREIRO, Emília. A escrita... antes da letra. IN: SINCLAIR, H. (ORG). A produção de notações na criança. São Paulo: Autores Associados, 1990.


LITERATURA INFANTIL – Acervo do Programa Nacional do Livro Didático – PNLD 2010/2011/2012  - FNDE / MEC


BRAGA, Jussara. Pirata de Palavras. Ilustrações – Ellen Pestili. São Paulo: Editora do Brasil, 2006






MOVIMENTO - UMA PRAÇA PARA AS CRIANÇAS

ESCOLA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO INFANTIL Profª ÁUREA MELO ZAMOR

Ao Excelentíssimo Prefeito de Aracaju / Sergipe – Srº Edvaldo Nogueira
A Excelentíssima Vice Prefeita de Aracaju / Sergipe – Srª Eliane Aquino Déda

Aracaju – SE, 21 de março de 2018.

Uma Praça para as Crianças

Como seria o brincar de crianças cujo espaço de moradia é restrito, onde as ruas são utilizadas por carros e ônibus, onde a questão da segurança social impõe-lhes problemas para que fiquem sozinhas?
G. WAJSKOP

Trata o presente documento de oficializar uma reinvindicação de mães, pais, docentes, direção e funcionárias (os), além de residentes do entorno da Escola Municipal de Educação Infantil Profª Áurea Melo Zamor – a REFORMA da Praça Dario F. Nunes/ Conjunto Orlando Dantas – Bairro São Conrado, atualmente conhecida “praça da maconha”, que se encontra muito danificada em toda sua estrutura e praticamente abandonada. Considerando que:
1.      Na citada praça está localizada a escola pública de educação infantil há mais de duas décadas – acima referida que atende pedagogicamente crianças na faixa-etária dos 03 aos 05 anos de idade em dois turnos: matutino e vespertino, contando com seis turmas em cada;
2.      Na escola mencionada, apesar de haver uma ótima área livre, um “quintal”, não temos parquinho ou qualquer brinquedo instalados para o brincar livre das crianças na hora do recreio;
3.       Nossas crianças, geralmente, moram em casas muito pequenas e sem quintal, sem área livre para brincar e, portanto, ficam impedidas de viverem os saudáveis contatos com a natureza nas brincadeiras ao ar livre;
4.      A referida escola desenvolve projetos didáticos que suscitam interações educativas entre crianças e natureza;
5.      O Brasil é signatário da Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança - aprovada na Resolução 44/25 da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 20 de novembro de 1989. Nesse documento de importância e validade mais que atual, BRINCAR é reafirmado enquanto direito de toda criança;
6.      Todos os direitos da criança devem ser objetos de investimento e comprometimento dos gestores públicos no sentido de garantir a todas uma infância saudável e segura. Assim sendo teremos uma sociedade de pessoas adultas mais responsáveis, mais humanizadas e em condições de ajudar na construção de um mundo melhor;
7.      Uma praça é um equipamento social urbano muito importante para a convivência comunitária, que humaniza as pessoas e não pode ficar abandonada, pois isso implica a anulação da sua função social;
8.      Queremos uma praça cujo projeto arquitetônico considere as crianças enquanto sujeito de direitos, e seja planejada para o uso fruto delas, que têm sido as mais prejudicadas na nova configuração da cidade, pela ausência de espaços adequados ao lazer infantil nos diversos bairros, especialmente os que concentram moradias das classes populares.


Por fim apelamos não apenas aos eleitos para o executivo municipal – Srº Prefeito e Srª Vice Prefeita, mas à Eliane Aquino – mãe de criança pequena, e a Edvaldo Nogueira – avô de criança pequena: atendam o nosso pleito e recomendem um projeto de praça como sendo para as suas crianças brincarem ao ar livre. Queremos uma praça muito linda e funcional do ponto de vista infantil, pois nossas crianças precisam e têm direito ao melhor. Brincar é um direito humano universal.

Atenciosamente,

Subscrevem o presente documento as (os) abaixo-assinadas (os)

III  FESTA DO SACI

Escola Municipal de Educação Infantil Profa. Áurea Melo/Zamor
Praça Dario Ferreira Nunes S/N
Conjunto Orlando Dantas – Bairro São Conrado
Aracaju – SE
Telefone – 3179-1712
BLOG: aureamelozamor.blogspot.com
                      EMAIL: emeiaureamelozamor@gmail.com

Coordenação Geral: Marilu Anjos
Coordenação Pedagógica: Sandra Santana


III FESTA DO SACI PERERÊ: VIVÊNCIAS CULTURAIS NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Responsáveis/propositoras e autoras do Projeto
                         Rosiane Chagas – Pedagoga
                         Sandra Maria Xavier Beiju – professora



Abrangência: um mês
Período de execução: outubro de 2012


Quando se tira da criança a possibilidade de conhecer este ou aquele aspecto da realidade, na verdade se está alienando-a da sua capacidade de construir o seu conhecimento. Porque o ato de conhecer é tão vital como comer ou dormir, e eu não posso comer ou dormir por alguém. A escola em geral tem esta prática, a de que o conhecimento pode ser doado, impedindo que a criança e, também os professores o construam. Só assim a busca do conhecimento não é preparação para nada, e sim VIDA, aqui e agora. E é esta vida que precisa ser resgatada pela escola. Muito temos que caminhar para isso, mas é no hoje que vamos viabilizando esse sonho de amanhã.
Madalena Freire.












Aracaju – SE, outubro de 2012

JUSTIFICATIVA

Acho a criatura humana muito mais interessante no período infantil do que depois de idiotamente tornar-se adulta.
Monteiro Lobato


Para inicio de conversa ou apresentação do projeto aqui posto, manifestamos a necessidade de expressar os princípios e pressupostos teóricos/metodológicos que fundamentam a nossa concepção de escola, de educação e de criança. Para nosso entendimento, escola é lugar de:

ü  Aprendizagens dos códigos escritos e lingüísticos;
ü  Construção de identidades;
ü  Desenvolver e vivenciar práticas culturais;
ü  Fazer formação humana (artística, filosófica, política, literária, científica etc)
ü  Desenvolver o protagonismo infantil/estudantil;
ü  Potencializar expressão oral, expressão corporal e desenvolvimento do pensar crítico;
ü  Criar intimidade no manuseio diário de livros e outros materiais impressos para finalidades de leitura, estudo e pesquisa ou ainda por prazer e curiosidade para aprender coisas novas;
ü  Interagir com as mídias voltadas a produção da comunicação humana.

Sendo uma escola de educação infantil, que é o nosso caso, não podemos deixar de fora da lista acima, a realização de atividades pedagógicas que primem pela ludicidade: o jogo, a fantasia, a magia, visando “explorar” o imaginário infantil no processo de construção e apropriação dos conhecimentos por meio dos conteúdos propostos.
Entende-se a criança como um ser histórico em pleno desenvolvimento psico-emocional e intelectual, especialmente na fase da vida escolar, com capacidades múltiplas de aprendizagem e com capacidades criativas. Crianças são seres que sonham, ficam alegres, ficam tristes, sentem desejos, têm vontades e sabem dizer o que pensam sobre as coisas que lhes apresentamos, como por exemplo, as tarefas escolares. Criança interage com as práticas socais e produz cultura. Nós pessoas adultas, precisamos exercitar muito mais a “paciência” para ouvir, para olhar e para compreender a criança como sujeito.
Fundamentado da concepção de educação como um fazer que exige ação e reflexão críticas e está sempre em volta de desafios, contradições e complexidades, visto que é uma prática humana, nasceu o projeto aqui apresentado. A idéia veio de uma “descoberta” em pesquisa na internet, visando a “inovação” do calendário de “datas comemorativas” que ano a ano nos é oferecido na escola, como parte do planejamento anual do trabalho letivo.  Eis que descobrimos que o último dia do mês de outubro passou, em alguns municípios do Brasil e no estado de São Paulo, a ser declarado dia Nacional do Saci. No interior de São Paulo um grupo de pessoas criou uma organização denominada Sociedade dos Observadores de Saci – SOSACI, para realizar a festa do Saci anualmente. Essa iniciativa, informa o texto acessado na internet, tem a intenção de fazer contraposição a “invasão” da festa em comemoração ao dia da bruxa – cultura tipicamente originária de país norte americano, pois como nos diz Lobato: Nada de imitar seja lá quem for. Temos de ser nós mesmos. Ser núcleo de cometa, não cauda. Puxar fila, não seguir.
Como é sabido, o Saci é um personagem do folclore brasileiro bastante conhecido das crianças. No mês de agosto faz-se “estudos” sobre esse ser encantado. Daí vem à possibilidade de criação de novas e mais amplas atividades e ações pedagógicas. A proposta foi discutida e todo turno matutino se envolveu com a realização da Festa do Saci. Nesse ano de 2012, a escola fez a III edição da referida festa.
A motivação pedagógica mais forte e que embalou toda a preparação da festa foi fazer o mergulho literário com as crianças, na obra do escritor Monteiro Lobato. Foi um acervo literário vasto, vários livros da autoria do citado escritor foram selecionados para leitura e manuseio por parte das crianças, sendo todo esse trabalho coordenado pela pedagoga do turno matutino da escola, que já promove há anos um trabalho de Sala de Leitura e tentativas de articulação desse trabalho com as práticas nas salas de aulas. Além, do estudo literário de Monteiro Lobato, outros autores que escreveram sobre o Saci também participaram do estudo. Como complemento as leituras, houve exibição do vídeo com a série de TV Sítio do Pica Pau Amarelo. Nessa construção cada professora planejou estudo de personagens específicos, selecionou textos para leitura coletiva, orientou produção e ilustração textual, representação de personagens e criação de peças teatrais. Outro elemento importante nessa ação pedagógica foi a música. Nesse sentido, a pedagoga do turno matutino providenciou um repertório musical voltado à temática em estudo, e todas as manhãs apresentou as crianças na atividade “Bom dia, com cantoria”. As atividades aconteceram durante todo mês de outubro e no dia 31, tivemos o ponto alto – a Festa do Saci, com todos os convidados e as convidadas
Essa é uma ação pedagógica que envolve prática e vivência cultural articulada a processos de aprendizagens de conhecimentos. É notável que as crianças aprendem sobre Monteiro Lobato; que aprendem sobre o papel dos seres encantados – Saci e seus amigos – como protetores da natureza; que se sentem felizes e valorizadas sendo protagonistas nas atividades; que melhoram na sua capacidade de expressão oral e expressão corporal e por fim, observa-se um interesse muito forte por livros de literatura e outros livros também. Estão sempre folheando, olhando gravuras e fazendo perguntas sobre o que enxergam nos livros.

OBJETIVOS
1.    Promover ação pedagógica como prática cultural na educação infantil, visando não só a produção apropriação de conhecimentos por parte das crianças, mas por meio do protagonismo, melhorar a expressão da oralidade e a expressão corporal;
2.    Motivar a criação de identidades culturais na infância;
3.    Potencializar o texto literário infantil como elemento de mediação na construção da leitura e da escrita de forma prazerosa, lúdica e criativa;
4.    Estimular o imaginário infantil nos aspectos da fantasia, da magia, da alegria, visando desenvolver as capacidades de criação e autonomia do pensamento.
COMPONENTES CURRICULARES
ü  Oralidade e corporalidade;
ü  Literatura e relação com escrita e leitura;
ü  Vivência cultural;
ü  Linguagem teatral;
ü  Experiência estética de representação;
ü  Identidade cultural;
ü  Vivência coletiva;
ü  Interpretação musical.
ATIVIDADES DESENVOLVIDAS
ü  Leituras coletivas – estudo da obra de Monteiro Lobato;
ü  Ensaios musical;
ü  Produção textual;
ü  Ilustração textual;
ü  Estudo de personagens escolhidos;
ü  Representação teatral;
ü  Exibição de vídeos da Série Sítio do Pica Pau Amarelo;
ü  Pesquisa usando recurso da internet;
ü  Situando espaço geográfico no mapa;
RESULTADOS OBTIDOS
ü  Melhoria na expressão da oralidade;
ü  Melhoria na expressão corporal;
ü  Ampliação do interesse por livros de literatura;
ü  Crianças com conhecimentos sobre Monteiro Lobato;
ü  Crianças compreendendo o papel dos seres encantados, como o Saci e os seus amigos, na defesa e proteção da natureza;
ü  Encantamento das crianças com os personagens estudados, especial mente o Saci Pererê;
ü  Melhoria na capacidade de criar narrativas e recriar textos que foram lidos coletivamente;
ü  Ampliação do vocabulário infantil;
ü  Ampliação do universo cultural.






REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BRASIL. Lei Federal nº 9.394 de 20 de dezembro de 1996. Lei de Diretrizes e Bases da Educação – LDB.

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental.
Referencial curricular nacional para a educação infantil / Ministério da
Educação. Secretaria de Educação Fundamental. – Brasília: MEC/SEF, 2002 – 3v.: il. - Volume 1: Introdução; Volume 2: Formação pessoal e social; Volume 3: Conhecimento de mundo.

Resolução  nº 5, de 17 de dezembro de 2009. Diretrizes Curriculares Nacional Para a Educaçao Infantil.

KRAMER, S. Com a pré-escola nas mãos: uma alternativa curricular. São Paulo: Ática, 1999.

KISHIMOTO, Tizuto Morchida. O jogo e a educação infantil. São Paulo:
Pioneira, 2003.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: saberes necessários à prática educativa. 16. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2000.

MEIRELES, Cecília. Problemas da literatura infantil. 3ª. Edição – Rio de Janeiro: Nova Frontreira, 1984.

WEFFORT, Madalena Freire. A paixão de conhecer o mundo. 9ª. Edição   Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1983 

terça-feira, 19 de junho de 2012

GREVE - PROFESSORAS E PROFESSORES DA REDE ESTADUAL DE SERGIPE.
MOTIVO - Governo do Estado nega o pagamento do reajuste de integralização do Piso Salarial na carreira do magistério. Pagou, apenas para o nível médio, dividindo a carreira.
Indíce divulgado pelo MEC, com retroatividade a janeiro de 2012 - 22,22%

INICIO - 16 de abril de 2012

TÉRMINO - 12 de junho de 2012

sábado, 21 de abril de 2012

Comentário sobre o PRONACAMPO: mas um programa lançado pelo MEC, em 19 de abril de 2012. Entre aspas, é uma fala da presidenta Dilma Russef, no programa de rádio CAFÉ COM A PRESIDETA em 26/04/2012. Penso que não é tão simples assim: "mais qualidade de vida e mais oportunidade para quem vive em áreas rurais" Sinceramente, não acredito mais em programas para resolver os graves problemas da educação nesse nosso Brasil. Há muita contradicão em todos que já estão em execução. Primeiro são pensados muito longe do público a quem se destina, e, chega as localidades como uma "doação". Os professores viram meros executores de uma determinada metodologia subjacente ao tal programa e os alunos viram "consumidores" do material didático produzido. Tudo isso consome somas exorbitantes em dinheiro e geralmente, apresentam resultados "pífios" no cenário nacional. Espero que no material didáditco tenha textos críticos que ajudem as juventudes do campo a entenderem o que faz o capitalismo agroindustrial; o que é o agronegócio no Brasil; os problema da reforma garária, que nunca cessam, e por fim, como historicamente tem se posicionado o Estado brasileiro por meio dos seus governantes, em relação a estas questões. E ainda digo mais, o Brasil carece é de um Projeto Nacional de Educação, no qual cada ente federativo construa a sua política educacional, com ampla participação da sociedade civil, porque educação é um bem social, é do interesse de todos!

sábado, 14 de abril de 2012

Carta aberta à direção da Escola Estadual Embaixador “Bilac Pinto”

“É preciso ousar, aprender a ousar, para dizer NÃO a burocratização da mente a que nos expomos diariamente”. É preciso ousar para jamais dicotomizar o cognitivo do emocional. Não deixe que o medo do difícil paralise você.
Saber que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua produção ou a sua construção"
Paulo Freire



Aracaju, 02 de abril de 2012.

É fato que a situação funcional do profissional da educação licenciado em pedagogia e concursado na Rede Oficial de Ensino do Estado de Sergipe para o exercício da docência, é crítica no que se refere o espaço de trabalho. A política educacional vigente tem posto em prática ações que primam por “extinguir” turmas, turnos e salas de aulas nas escolas públicas, fazendo assim reduzir a cada ano letivo, o campo de trabalho do profissional supramencionado, que é educação infantil, séries iniciais do ensino fundamental e disciplinas pedagógicas no nível médio. A angústia do encerramento de um ano letivo tem sido também ir pra casa sem saber se no ano seguinte, trabalhar-se-á na mesma escola. Isso tem sido rotina na Rede Estadual de Sergipe para inúmeros profissionais da área de formação em pauta. Além do estresse pessoal sofrido por cada profissional por ter que, de novo, se submeter a um conjunto de encaminhamentos burocráticos exigidos legalmente, como: ser “devolvido” pela escola e comparecer a DEA, buscar uma vaga, esperar liberação do ofício de apresentação, destacam-se ainda aspectos outros que impactam diretamente no fazer profissional; não há como criar vínculo com a comunidade escolar, não há tempo para aproximação, conhecimento e estreitamento de comunicação e convivência com o público com o qual se trabalha no processo de educação escolar, no processo de ensino e aprendizagens. Nessa situação como a escola vai fortalecer o seu projeto político pedagógico e assim ampliar a qualidade do ensino? Que sentimento de valorização carrega esse profissional, que a cada término de ano letivo, angustia-se com a ameaça de não ter alunos, na escola, para ensinar?

O histórico

Sou professora licenciada em pedagogia, e, concursada na Rede Oficial de Ensino de Sergipe há quase 25 anos, exercendo a atividade laboral na Escola Estadual Embaixador Bilac Pinto desde 2011, e tenho enfrentado o drama de ao término do ano letivo não saber se terei turma para trabalhar na mesma escola nos últimos quatro anos. Já no mês de dezembro do ano 2011, tratei do assunto por mais de uma vez com diretora da escola, dizendo da minha preocupação com relação à matrícula e formação das turmas para o ano seguinte, e ansiosa para saber se havia alguma estratégia pensada para ampliar o número de alunos. Ouvi que não era preciso preocupação, pois o “pessoal da DEA” havia divulgado em reunião, que a SEED colocaria transporte para deslocar alunos de bairros nos quais as escolas não atendessem a demanda, por falta de vagas, para escolas com vagas abertas. Não foi isso que aconteceu. Na última semana de fevereiro eu ainda não tinha qualquer definição da minha situação, ou seja, se continuaria na mesma Unidade de Ensino, ou se seria “devolvida” a
DEA. Após algumas idas e vindas a escola, a diretora me apresentou a seguinte situação: assumir uma turma de alunos em distorção idade/série a ser posteriormente vinculada ao Programa acelera (Instituto Airton Sena). Sem outra opção, consenti e iniciei o ano letivo com essa turma, na qual estou até o presente momento. No princípio fui informada de que uma supervisora do programa aplicaria um prova com os alunos, o que foi feito na primeira semana de aula. Após uma semana a mesma supervisora informou que a turma seria “Se liga” e não acelera como fora anunciado. Nesse momento cabem questionamentos que não posso me furtar de fazer, visto que sou professora e é da natureza do meu ofício observar os fatos com um olhar crítico, perguntar, questionar, discordar, propor e nunca me conformar, me adequar à determinada situação por garantia de segurança, ou de angariar simpatias e aprovações, negando a minha identidade de trabalhadora no serviço público estatal, que por convicção política e concepção de mundo assumo e pratico o compromisso de contribuir para aprendizagens dos alunos, meninas e meninos para que se façam pessoas adultas emancipadas intelectualmente, críticas e também responsáveis com a construção de um mundo melhor para todos. Seguem as questões:
1. Que critério de ordem pedagógica, determinou este resultado?
2. Quem participou da tomada da decisão final?
3. Qual a dimensão ética dessa decisão?
4. As mães dos alunos envolvidos aos quais a decisão foi aplicada foram convidadas a opinar, a dizer algo sobre esse fato?
5. O que o Programa “Se Liga” faz das experiências de vida escolar desses alunos, a maioria já possui no mínimo quatro anos de freqüência a escola?
6. Porque não se tem uma resposta pedagógica que atenda a ansiedade dos alunos com relação ao destino deles no ano seguinte? Os alunos querem saber: depois do “Se Liga” eu vou para qual série/ano?
7. Sendo um programa de “correção de fluxo”, como se explica, que após 1 ano no programa, o aluno poderá ficar retido, e no ano seguinte retornar a série regular na qual já havia sido reprovado? Qual o impacto dessa ação na vida do aluno? E no aspecto financeiro da Rede de Ensino?
8. Como um programa que tem por objetivo fazer “correção de fluxo”, o que implica trabalhar com crianças que já possuem significativas experiências escolar, bem como experiências extra-escolares, exclui o estudo sobre ciências, história, geografia, artes, centrando a sua metodologia somente em matemática e língua portuguesa?
9. De que forma o programa “Se liga” interage com o Projeto Político Pedagógico da escola?
10. A complexidade e os desafios dos processos de ensino e de aprendizagens podem ser reduzidas à mera aplicação de uma determinada metodologia? Que concepção pedagógica fundamenta os programas Se liga e acelera?
Diante do exposto comunico a minha não aceitação em participar do programa “Se liga” ou acelera e ao mesmo tempo afirmar a decisão de prosseguir trabalhando na escola e com a turma. As reflexões pontuadas, bem como a decisão formalizada nesse documento encontram fundamentações na LDB, Art.3; Art. 24; Art. 26 e Art.32, Resolução CNE/CEB n.7/2010 e Portaria SEED/n. 7339/2011. Acrescento ainda que na faixa-etária que se encontram e nos níveis de conhecimento que já dominam, os alunos sofrerão prejuízo na sua trajetória escolar, ao permanecerem vinculados aos citados programas de correção de fluxo.
Aproveito a oportunidade para solicitar a direção da escola, o seguinte:
a. Que promova uma reunião com mães e pais, ou responsável por cada aluno para que se possa informá-los sobre o trabalho desenvolvido na escola. Cada um deve ter o que dizer sobre o fazer didático pedagógico da escola, bem como a situação da matrícula institucional do seu filho, se é se liga, se é acelera, se é regular;
b. Que a escola leve em conta todo espaço de autonomia pedagógica que possui, garantido pela legislação vigente (Constituição Federal e Estadual), LDB, ECA e Resoluções e Pareceres do Conselho Nacional de Educação, do Conselho Estadual de Educação, Portarias e orientações da SEED, para reconsiderar as formas de organizar turmas e combater o insucesso nos processos de ensino e aprendizagem;
c. Que nenhuma decisão seja adotada sem considerar o que pensam e o que dizem os pais e mães, professores e também os alunos, porque com os anos de experiência escolar que marcam as suas vidas, cada um saberá opinar sobre esse assunto, além de potencialidades intelectuais que precisam ser “exploradas” didaticamente, a partir de metodologias fundamentadas no princípio de que o conhecimento não é “doação” e sim construção coletiva de sujeitos pensantes, e que precisam ter acesso a toda forma de conhecimento, acesso aos bens culturais e as tecnologias que garantem informação.
Na esperança de contar com a compreensão e apoio da direção e comunidade escolar, no sentido de abrir a discussão, dentro da escola, sobre ações e fatos que afetam diretamente a vida de alunos e professores, reafirmo meus princípios de respeito e consideração, bem como a minha disposição profissional de prosseguir trabalhando com afinco, seriedade e compromisso com a melhoria da qualidade de aprendizagem dos alunos, e da qualidade da escola pública sergipana.
Atenciosamente,

Profa. Sandra Maria Xavier Beiju.
GREVE DOS PROFESSORES DO ESTADO EM SERGIPE. Dia 10 de abril, o magistério público da Rede Oficial de Ensino de Sergipe, delibereou greve por tempo indeterminado pelos seguintes motivos: 1.Governo não cumpre a Lei federal no pagamento do Piso salarial; 2.Não encaminha o Projeto de Lei da Gestão democrática, pronto faz mais de 3 anos e engavetado; 3. Não há melhoria nas condições de trabalho na escola - estrutura física e material das escolas, ficam piores a cada semestre e ano letivo. A nossa única alternativa foi, mais uma vez, deliberar a greve.