segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Casamento

Adélia Prado

Há mulheres que dizem:
Meu marido, se quiser pescar, pesque,
mas que limpe os peixes.
Eu não. A qualquer hora da noite me levanto,
ajudo a escamar, abrir, retalhar e salgar.
É tão bom, só a gente sozinhos na cozinha,
de vez em quando os cotovelos se esbarram,
ele fala coisas como "este foi difícil"
"prateou no ar dando rabanadas"
e faz o gesto com a mão.
O silêncio de quando nos vimos a primeira vez
atravessa a cozinha como um rio profundo.
Por fim, os peixes na travessa,
vamos dormir.
Coisas prateadas espocam:
somos noivo e noiva.

Texto extraído do livro "Adélia Prado - Poesia Reunida", Ed. Siciliano - São Paulo, 1991, pág. 252.
“Há pessoas que nos falam e nem as escutamos;
Há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam.
Mas há pessoas que, simplesmente, aparecem em nossa vida...
E que marcam para sempre...” CECÍLIA MEIRELES
“Fico perplexa com o fato de as mulheres hoje em dia chorarem tão pouco e, quando o fazem procuram justificativas. Fico preocupada quando a vergonha ou desabito começam a eliminar uma função natural. Ser uma árvore florida e estar cheia de seiva é essencial, se não você pode se quebrar. Chorar faz bem, e é certo. Chorar não cura o dilema, mas permite que o processo continue em vez de entrar em colapso...”

Clarissa Pinkola Estés

domingo, 12 de fevereiro de 2012

FORUM SERGIPANO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA

- "Renasceu" e está em plena atividade o FÓRUM SERGIPANO EM DEFESA DA EDUCAÇÃO PÚBLICA! Seminário de Educação para março nos dias da greve nacional, convocada pela CNTE. Espaço importantíssimo para debate e proposição política em defesa da educação pública,laica, gratuíta e de qualidade social....uma educação emancipadora do ser humano. Vamos lá, fortalecer esse espaço, ele é todo nosso!

LIVROS E BOAS LEITURAS. Li nas férias!

- CARTAS ENTRE AMIGOS: Pe. Fábio de Melo e Gabriel Chalita
- EDUCÁPOLIS: UM CASO DE AMOR ENTRE A EDUCAÇÃO E A CIDADE; João Monlevade
- MULHERES QUE CORREM COM OS LOBOS: Clarissa Pinkolas Estés; (leitura permanente)

POESIA

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhhos, que nos levam sempre
aos mesmos lugares. É tempo da travessia: e, se não ousamos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos" F. Pessoa

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012